quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Musas fitness: Para admirar ou copiar?

Outro dia estava conversando com uma amiga sobre o assunto que mais se fala nas vésperas do verão: dieta, exercícios físicos... etc. E eu, no automático, perguntei se ela (viciada como eu) já seguia as musas fitness no instagram. A resposta foi imediata: E quem não segue? Pois é... A quantidade de seguidores é astronômica! Legal influenciar as pessoas a ter uma alimentação mais saudável, praticar exercícios físicos e tal. O problema é quando os limites da simples inspiração são ultrapassados. Quando as pessoas usam de todos os meios ilícitos e lícitos, saudáveis ou não, para conseguir ficar igual as musas. Aí, temos as vitimas da moda que mencionamos em outro post.


Precisamos entender as tais individualidades biológicas! Conhecer os limites do corpo, que NUNCA são iguais de outra pessoa. O exercício físico tem que ser fonte de prazer e não de dor física e/ou psicológica. Outra situação que me deparei foi de uma colega que estava há muito tempo em total inercia, no conforto do sedentarismo e resolveu se matricular em aula de crossfitness por ser "a moda do momento" tão idolatradas pelas tais musas fitness. A academia, dita especializada, permitiu a sua matricula na mesma turma que demais alunos e o professor permitiu que fizesse aula juntamente com alunos que já praticam atividade há mais tempo e com condicionamento físico tinindo! Resultado: na segunda aula, uma lesão na coluna pelo excesso de agachamentos, sem poder praticar exercícios por seis meses e sem poder trabalhar por um mês. Que prejuízo!!!

O padrão atual são corpos magros e trabalhados e percentual de gordura no limite inferior minimo. Acessório preferido? Garrafinha de whey protein! Mas, quem não lembra do padrão panicat do inicio dos anos 2000? Malhadas ao extremo e com muito volume, pernas que pareciam "saltar" do corpo. Muitas estão sentindo hoje os efeitos dos anabolizantes e do uso indiscriminado do hidrogel.


Nos anos 90, os corpos femininos estavam em alta! A malhação era mais para garantir o sonhado bumbum durinho. O silicone quase se tornou item de primeira necessidade.


Essa procura feminina pelas academias começou nos anos 80 com a febre dos vídeos e aulas de ginástica aeróbica. As roupas de academia ganham as ruas, super coloridas e para mostrar a adesão a dita geração saúde.



Esse movimento de culto a saúde, foi contraponto ao visual esquálido dos anos 70, onde a magreza com aparência doentia era o máximo do cool.


Nos anos 60, as curvas eram "contidas". As falsas magras eram o padrão vigente.



Nos anos 50, a mulher farta de curvas, a popular "gostosa", com curvas voluptuosas eram mais do que desejadas.


Pois é, como vimos, sempre existiram musas para nos inspirar. Elas vem e vão...Mas, por mais lindas que sejam, não podemos (e não precisamos) ser iguais a elas! Bacana se inspirar para poder buscar um estilo de vida mais saudável, dar uma melhorada no visual, aumentar a auto-estima. Mas, nada legal é agredir o corpo para conseguir um padrão que não é o seu. Já parou para pensar se a Twiggy quisesse se transformar na Viviane Araujo?

Em época de promessas de fim de ano, esse é um tema para refletir.

Beijos,


Isabella Brito

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